Tá, eu não gosto de chuva. Sério, odeio chuva, é impressionante como me faz mal acordar e sentir que, lá fora, desaba o mundo (porque, pra mim, até garoa é sinal de que o mundo está desabando!). Já quase perdi amizades importantes por meus discursos de apologia ao sol, ao tempo sempre quente, melhor estilo Califórnia Fever! Um dos meus melhores amigos, por exemplo, já ficou um tempo sem me dirigir palavra alguma por causa de ferrenhas palavras de desaprovação a essa coisa horrível que demos o nome de chuva, rain pra alguns, lluvia à outros. Não a desgosto cem por cento do meu tempo, é claro! Chuva, às vezes, é legal. Às vezes, muito raramente, por sinal. Imagine a seguinte situação: um rapaz recebe seu suado soldo, depois de um mês de luta e trabalho árduo, e convida uma linda jovem, a qual está estrombolicamente apaixonado, pra tomar um chope. Bom, quem espera um mês de luta pra convidar uma singela jovem dona de seu coração pra tomar um chope, provavelmente não tem um carro. Se começa a chover, que acontece? Simples, o rapaz liga desmarcando, meu caro. Ou, então, eles poderiam sair pra tomar um chope e ganhariam roupas molhadas e uma gripezinha de brinde! Legal, não? Pois eu não acho. Partindo deste meu singelo exemplo, penso que muitas histórias de amor tiveram seu final com surpresas por causa deste bendito efeito climático chamado de chuva. Se essa história se confirma ou confirmou em algumas oportunidades (e tenho quase certeza que sim!), continuem devaneando sobre finais possíveis: em um, ela poderia simplesmente amaldiçoar a chuva, porque estava louca pra dar uns beijinhos e esteve esperando a semana inteira pra sair com o gatinho; em outra, ela poderia simplesmente pedir carona ao pai ou irmão ou mãe ou irmã ou alguém de sua casa que fosse habilitado, buscava ela mesma o gatinho, e os dois saíam felizes pra tomar o chope; em mais outra, ela poderia ser habilitada e... enfim!; ou, ela poderia, mais simplesmente ainda (porque isso acontece com mais frequencia, vejo eu), ligar pra um conhecido playboy companhia de sempre, tem um carrão último tipo que papai acabou de comprar, vão os dois para um dos barzinhos mais caros da cidade (jovem não vai em restaurante, a não ser com os pais) e começam a ter algo mais sério naquela noite, começam a namorar, se conhecem mais ainda e percebem que deveriam ter percebido aquilo antes, se casam e são felizes, menos o jovem trabalhador do comecinho da história.
Aaah, quer saber como ele terminou? Meu chapa, o foco aqui é que odeio chuva, e não quem ficou com quem ou quem ficou com o dedo! Está frustrado? Pois bem, a chuva me frustra! Pense você pra um final bem canalha pro coitado do rapaz, que, neste momento, deve estar amaldiçoando a chuva no caminho - a pé e de 'sombrinha' - do trabalho!
post scriptum: sim, hoje está chovendo e estou a beira da um colapso, já que tenho que fazer uns exercícios de Cálculo I por aqui!
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