quarta-feira, 24 de março de 2010

O Carteiro e o Poeta

''O Carteiro e o Poeta'' é um filme muito bonitinho e bem feito, de 1994, adaptado da ficção do escritor Antonio Skármeta (Ardiente Paciencia), que conta a estória da amizade que se cria entre um dos gênios da literatura mundial, o poeta chileno Pablo Neruda, e Mario Ruopollo, o carteiro semi-analfabeto que foi contratado para, especialmente, entregar suas cartas durante seu exílio na Itália. O carteiro, que conhece uma bela jovem no povoado, pede para Neruda ensiná-lo a escrever poesia. Neruda, em contrapartida, ganha um ouvinte para poder descrever suas agruras e saudades de sua terra mãe, Chile.
O filme foi filmado na Itália, e o lugar é paradisíaco: um mar calmo, belas montanhas, aquele clima de cidadezinha do interior onde a vida passa mais devagar, as pessoas muito simples, agradáveis, que te fazem bem. Coisas interessantes a salientar sobre o filme: o ator Phillipe Noiret, que interpreta Pablo Neruda, é extremamente parecido com o poeta chileno, que dá até medo! E o ator foi dublado, já que não sabia falar nem espanhol nem italiano (pode?!). Massimo Troisi, um dos que adaptaram o roteiro para o filme, fez o protagonista Mario Ruopollo, e foi celebrado pela crítica pela beleza, simplicidade e carisma que deu ao carteiro, trazendo-o para a realidade. É impossível não se apaixonar pelo Mario Ruopollo de Troisi. Coincidência ou não, Troisi tinha adiado uma cirurgia no coração para poder completar o filme, e um dia após o término das filmagens, ele sofre um ataque cardíaco fatal e morre. Recebeu uma indicação póstuma ao Oscar daquele ano, que rendeu muita comoção. O Carteiro e o Poeta vale a pena, alugue e assista, é muito bom!
Enfim, falei tudo isso pra chegar ao ponto, uma história verídica contada por este escriba: eis que, na faculdade, nosso professor nos passou esse filme, e, no outro dia, passou um exercício de interpretação sobre a película. Essa semana, ele chegou desolado na faculdade, e não entendíamos o porque, quando começou a falar que o exercício de criatividade que havia proposto tinha ganhado respostas ''de outro mundo''! O exercício era o seguinte: usando a critividade, era pra darmos um novo nome ao filme. Saíram coisas como: ''Neruda no País das Maravilhas'', ''O Poeta que Entregava Cartas'', ''As Cartas do Poeta''...
- Mas o mais impressionante que eu li foi ''Sedex Poético''... - desolado, o professor pôs-se a rir da própria situação.
Não dá pra ele não dizer que, no mínimo, foi criativo... Sedex Poético...

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